diz-se que os verdadeiros times grandes nunca morrem, sempre tem força pra ressurgir das cinzas. no nosso futebol, cansamos de ver exemplos disso, com gigantes sendo rebaixados e retornando depois à briga pelos títulos em seus lugares de direito. com o oakland raiders, a espera se torna a cada ano mais dolorosa e interminável. outrora carta marcada nos playoffs, vencedor de três superbowls entre o final dos anos 70 e início dos 80, agora se esforça para bater recordes negativos. são sete temporadas consecutivas com cinco vitórias ou menos, fato inédito na liga.
a cada temporada que se inicia, os torcedores tentam encontrar novos lugares para garimpar esperança. a primeira escolha no draft de 2007, o novo quarterback, o braço mais forte de todos, o salvador. pelo contrário, jamarcus russell falhou tremendamente com sua falta de comprometimento com a excelência e de vontade de vencer. sempre acima do peso, nunca estudou o jogo, preferia ir a las vegas torrar seu astronômico salário a ser uma figura de reconstrução de toda essa nação. cortado.
eternamente ligado aos rebeldes, aos marginais, aos revolucionários, os raiders surgiram como o sonho de um homem. antes de al davis, eram só um saco de pancadas perdido em um pequeno mercado. depois, conheceram as glórias. um visionário, mudando o jeito de um esporte. atitudes polêmicas, mudanças repentinas de cidade, a criação de toda uma cultura em prateado e preto. o ostracismo. a velhice.
talvez os raiders precisem simplesmente de um novo visionário à sua frente. talvez, não ter mais em seu principal jogador alguém que prefere comer o dia todo a treinar seja um grande avanço. no fundo, todos nós sabemos, essa é uma reconstrução muito lenta, mas que finalmente começa a ser feita antes da temporada 2010. um excelente draft, um novo quarterback capaz, dispensa de veteranos que há muito nada faziam, boas contratações. eles precisam, porém, dar o sangue. não adianta esperar que os letreiros apagados just win, baby possam ser, sozinhos, os mensageiros da vitória. não serão. eles estão ali apenas para que ninguém esqueça o que esse time já foi e, com isso, não desista.
aos poucos, as peças vão sendo colocadas em seus lugares. ninguém garante que essa não será a oitava temporada seguida com cinco vitórias ou menos, mas em todos esses anos anteriores, nunca se teve tantos motivos pra acreditar.